Criatura

A anti-heroína é a entidade mística responsável pela mediação harmônica entre as forças do bel e do mal. Sua origem remota-se ao fim do século XIX. Ela foi uma freira carmelita que se opôs à tirania dos latifundiários no sertão baiano. Suas atitudes, um tanto quanto sublevastes, provocaram a ira das autoridades civis e eclesiásticas. Em represália,o alto clero a destituiu de sua ordenação e em seguida excomungou-a, sob a falsa alegação de heresia a santa igreja. Após ser deposta, ela passou a ser severamente perseguida por seus desafetos e acabou sendo brutalmente assassinada. Todavia, um século após o fatídico crime,uma misteriosa entidade,decidiu trazê-la de volta ao mundo dos vivos e imbuí-la de uma importante missão:Restabelecer o equilíbrio entre o caos e a ordem e punir com severidade os seus transgressores.

O Equilíbrio:

A entidade que a ressuscitou não é “Deus”, como pressupõem-se,ou qualquer outra divindade já nomeada pelo homem.Seu ressuscitador é na verdade a força primaz da igualdade cósmica conhecida como o “Equilíbrio”. A entidade reside no linear entre a luz e as trevas e tem como função reger o continuum espaço-temporal do universo. O Equilíbrio é o ritmo do universo e o modo como ele funciona,assim como também é o caminho do homem,uma vez que homem-universo intrinsecamente integrados, pois obedecem ambos a mesma lei natural que harmoniza caos e ordem.

A missão:

Como emissária do Equilíbrio sua tarefa é salvaguardar a harmonia entre caos e ordem,e punir com severidade os seus transgressores. Toda vez que essas forças ameaçam irromper a lei natural das coisas a presença a Penitência é evocada ao mundo dos vivos. Nada fica impune aos seus olhos,sequestradores, assaltantes, ladrões, homicidas, políticos corruptos, extremistas religiosos e até ameaças metafísicas são espreitadas e punidas de forma implacável. A Penitência não pensa ou age tendenciosamente em favor do bem ou do mal, ele é um nexo entre as duas forças que imparcialmente procede em favor do equilíbrio.

A Função da Penitência não é combater diretamente quem propaga o mal ou o bem entre os homens, mas sim as ações daqueles que enveredam de forma extrema e demasiada para qualquer um dos lados dessa dualidade. Ela não pune sequestradores, assassinos ou políticos corruptos simplesmente pelo fato deles serem criminosos. O que é levado em consideração é o histórico e a conduta de vida dessas pessoas. Ela só aplica uma punição quando julga que as ações de uma pessoa são geralmente direcionadas de forma indiscriminada para um dos lados. Em suma, ela só pune aqueles que realmente ferem o equilíbrio natural das coisas com ações extremamente boas ou ruins.